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Jogo de tabuleiro sobre o contrabando

Um jogo de contrabando. A ideia nasceu em Portugal, na Associação de Desenvolvimento Regional Territórios do Côa e trata-se de um jogo de estratégia baseado na antiga prática do contrabando:


“Contrabando – Vale do Côa” é um tributo aos homens e às mulheres dos concelhos raianos “que no passado viveram o tema do contrabando com sangue, suor e lágrimas”, disse a coordenadora da associação, Dulcineia Catarina Moura,. “É um jogo muito pedagógico e é um jogo difícil, porque é um jogo de estratégia. Não é um jogo infantil, nós sugerimos até como idade a partir dos 12 anos e requer alguma estratégia e uma leitura muito atenta do manual”, explicou a responsável.
O mote do jogo: qual tua estratégia para chegar até a Espanha?
Infelizmente não encontrei o valor do jogo e nem local para adquirir um exemplar. Talvez tenha que ir até o Vale do Côa para comprar um, o que não é uma má ideia.




Festival celebra o contrabando em Portugal

Não é só um Festival é a junção e fusão da homenagem a uma atividade que ao longo da história foi importante para as gentes da fronteira, essa é a chamada do festival.

As artes e ofícios características da região estarão representadas onde os visitantes poderão encontrar produtos enquadrados na temática do contrabando.

As vilas de Alcoutim (900 habitantes) e sua vizinha  Sanlúcar de Guadiana (cidade espanhola com 400 habitantes fundada no século XVII) serão cenário para o desfile de personagens típicas da época, como a Guarda Fiscal e os contrabandistas.

A vila portuguesa fica na região do Algarve.


As duas vilas, uma de cada lado do rio. Há uma pagina do Facebook destinada ao Festival

Histórias de contrabando são contadas pelos mais velhos




Há uma caminhada pelas antigas trilhas usadas pelos contrabandistas.




Depois da União Aduaneira se consolidar na Europa houve uma redução drástica do contrabando entre Portugal e a Espanha. Assim, essas antigas rotas utilizadas pelos habitantes da localidade deixaram de ser utilizadas.  Se o contrabandista levava ovos para Espanha, porque lá eram vendidos a preço maior, retornavam com azeite. No mais, eram as cargas de minério, tabaco, café, vestuário, máquinas de costura e gado (sobre os caminhos do contrabando).

Hoje, existem vários museus ao longo de toda fronteira luso-espanhola dedicados à uma fronteira que não mais existe e aos contrabandistas já aposentados e festivais como esse celebram uma cultura e os seus caminhos.